Psicóloga clínica
Duas lentes, uma pessoa.
Uma Psicologia para olhar além dos muros, considerando diferentes formas de existir.
Você não precisa chegar sabendo exatamente o que está acontecendo, pois é no encontro que a terapia se torna um lugar seguro. Podemos construir essa compreensão juntos, juntas e juntes?
Algumas pessoas chegam à terapia depois de um diagnóstico, outras chegam com uma suspeita, com muitas perguntas, com medo de não se reconhecer, de não pertencer. Há quem tenha passado anos tentando se adaptar, aprendendo a esconder o que sente, como se relaciona, com o que trabalha ou vivencia o mundo sem encontrar lugar nas expectativas ao seu redor. Não dá pra compreender a pessoa isolada da vida que precisa dar conta, do ônibus que pega, do trabalho que esgota, do dinheiro que falta, da casa que precisa funcionar, das relações que sustentam ou adoecem, das oportunidades que teve ou que nunca chegaram, da sexualidade, da identidade, da neurodivergência, do que sente, dos diagnósticos que marcam e barreiras que impedem.
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Como psicóloga, dedico um espaço de escuta e cuidado para acompanhar pessoas com autismo, TDAH, Altas Habilidades/Superdotação e LGBTQIAPN+, assim como pessoas que chegam com outras questões. Meu olhar parte de cada história, porque antes de qualquer diagnóstico ou característica, existe uma pessoa tentando dar conta de tudo.
Porque compreender alguém exige mais do que olhar para uma parte
Para pessoas LGBTQIAPN+
Uma psicologia afirmativa que não trata sexualidade e identidade de gênero como algo a ser corrigido ou tratado. Viver em uma sociedade que nem sempre acolhe diferentes formas de existir pode trazer conflitos, inseguranças e sofrimento que merecem ser validados. A psicologia afirmativa reconhece orientação sexual, identidade e expressão de gênero como dimensões legítimas da vida humana.
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Na terapia, podemos falar sobre identidade, descoberta, autoaceitação, relações familiares e afetivas, pertencimento, preconceito, discriminação, solidão, ansiedade e outras questões que façam sentido para você.
Sua identidade não precisa ser explicada, defendida ou corrigida. Você pode ser acolhida e compreendida.
Para pessoas neurodivergentes
Um olhar que considera autismo, TDAH e Altas Habilidades/Superdotação para além do diagnóstico e suas dificuldades, compreendendo sua história, suas relações, seu contexto e sua vida cotidiana, suas habilidades e potencialidades e de que forma estratégias podem ser desenvolvidas para diminuir sobrecargas e lidar com desregulações.
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Autismo, TDAH e Altas Habilidades/Superdotação fazem parte de muitas pessoas, mas não contam essa história, nem delimitam quem é. A forma como uma pessoa vive sua neurodivergência também é atravessada por sua família, trabalho, relações, cultura e pelas expectativas que encontra ao longo da vida. Por isso, é importante compreender não apenas as características individuais, mas também as barreiras, os recursos e as possibilidades presentes no cotidiano.
A perspectiva histórico-cultural e o Currículo Funcional Natural fazem parte desse olhar. Na terapia, podemos conversar sobre autoconhecimento, diagnóstico, relações, escola ou faculdade, trabalho, rotina, autonomia, comunicação, sobrecarga, autoestima e situações de incompreensão ou inadequação.
Não é sobre aprender a parecer ou ser menos neurodivergente. Trata-se de compreender e construir possibilidades que façam sentido para sua vida.
E se você se reconhece em mais de uma dessas dimensões?
Elas não precisam ser vistas separadamente. Uma pessoa pode ser LGBTQIAPN+ e neurodivergente. Pode estar vivendo questões relacionadas à identidade enquanto também lida com as demandas de um mundo pouco adaptado às suas necessidades.
É por isso que o olhar da Duas Lentes começa pela pessoa.
Um espaço para olhar a si mesmo
Meu espaço terapêutico está aberto a pessoas com diferentes histórias e vivências. Atendo adolescentes e adultos, com atuação atravessada pela vivência clínica com pessoas neurodivergentes e com pessoas LGBTQIAPN+.
Você não precisa chegar sabendo exatamente o que está acontecendo. Às vezes, a psicoterapia começa justamente quando ainda existem mais perguntas do que respostas.
Vamos conversarUm lugar para pensar sobre aquilo que, muitas vezes, precisou apenas ser suportado
A psicoterapia pode ser um espaço para compreender pessoas que nem sempre encontram lugar. Pode ser sobre aprender a reconhecer seus próprios limites. Sobre compreender relações que se tornaram difíceis. Sobre elaborar uma história marcada por tentativas de adaptação. Sobre entender o que mudou depois de um diagnóstico. Sobre pensar quem você é depois de passar muito tempo tentando corresponder ao que esperavam. Sobre encontrar palavras para aquilo que sempre parece difícil de explicar, de entender.
Não existe uma experiência única de ser neurodivergente, de ser uma pessoa LGBT+, de ser uma pessoa. Por isso, também não existe uma única maneira de fazer clínica.
As referências que sustentam minha escuta
Minha prática clínica parte da psicanálise, dialogando com a perspectiva histórico-cultural e com princípios do Currículo Funcional Natural para que, juntas, exista outras possibilidades de olhar para uma mesma pessoa.
Entender melhor como isso se articula
De um lado, a psicanálise sustenta uma escuta voltada para o sujeito, para sua história, seus vínculos, seus desejos, seus conflitos e os sentidos que se constroem. De outro, o Currículo Funcional Natural observa aquilo que acontece na vida concreta: os ambientes em que a pessoa está, as demandas que recebe, as relações que estabelece, aquilo que consegue fazer, o que se torna desafiador, os recursos que encontra — ou não encontra — em seu cotidiano.
A perspectiva histórico-cultural amplia essa compreensão ao lembrar que o desenvolvimento e a constituição do sujeito acontecem em relação com o mundo. Ninguém se desenvolve fora da cultura, das relações e das condições concretas de sua existência. É nesse encontro de perspectivas que construo meu olhar clínico.
Psicologia histórico-cultural
A escuta parte da compreensão de que a pessoa existe como parte de sua cultura e de suas relações. O desejo, o inconsciente, os conflitos, as angústias e a estrutura psíquica são considerados em diálogo constante com a história, cultura e sociedade.
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Isso significa olhar para além do que aparece como queixa, buscando compreender como a pessoa se constitui e atribui sentido à vida. Aquilo que sentimos, pensamos e desejamos também é atravessado pelas relações, pela cultura e pela história. A escuta é importante para construir, junto com cada pessoa, uma compreensão possível de sua singularidade e de seu modo próprio de estar no mundo.
Currículo Funcional Natural
O Currículo Funcional Natural (CFN) busca compreender a pessoa a partir de sua vida cotidiana e das situações que fazem parte de sua vida. Em vez de olhar apenas para os problemas, suas dificuldades e desafios, olha-se as habilidades e competências e onde, como, com quem e para quê essas habilidades são usadas e desenvolvidas.
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Rotina, ambiente, comunicação, autonomia, relações, demandas e interesses passam a fazer parte da compreensão do sujeito. Dessa forma, as necessidades de uma pessoa não são analisadas a partir de uma lista de características ou critérios diagnósticos, mas em relação ao lugar em que sua vida acontece. O foco está em construir possibilidades que façam sentido para a pessoa e que possam favorecer sua participação, autonomia e qualidade de vida, respeitando sua maneira de aprender, se comunicar, se relacionar e organizar sua vida.
Pessoa inteira, dos pés à cabeça
Cada pessoa traz consigo uma história, vínculos, desejos, recursos, habilidades, interesses, experiências, contradições e diferentes maneiras de perceber e interpretar o mundo. Por isso, é importante compreender a pessoa para além daquilo que a faz buscar por terapia, não reduzindo a um diagnóstico, a um comportamento, a uma dificuldade ou a um conjunto de sintomas.
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O diagnóstico, quando existe, pode contribuir para a compreensão, mas não define a pessoa. Ele é uma informação dentro de uma história muito maior. O trabalho consiste em ampliar esse olhar, reconhecendo a complexidade e a singularidade de cada trajetória.
Acolhimento
Acolher não significa tratar o sujeito como alguém incapaz de se responsabilizar ou presumir que toda diferença precisa ser corrigida. Na terapia, o cuidado parte do reconhecimento de que existem diferentes formas de se perceber, comunicar, aprender, relacionar e ver o mundo.
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Isso exige uma escuta acolhedora, respeitosa, de sigilo e ética ao olhar para o sofrimento, barreiras ou necessidades de apoio, sendo reconhecidos e trabalhados sem apagar a autonomia, independência e subjetividade da pessoa.
Psicologia Afirmativa
Uma abordagem terapêutica que reconhece e valida a diversidade de orientações e identidades. Aqui, a sua existência não é questionada ou patologizada; ela é respeitada em sua totalidade.
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É importante para desconstruir a LGBTfobia internalizada, fortalecer a construção de si, acolher vivências e fortalecer redes de apoio.
É importante perceber que, antes de qualquer coisa, é preciso entender o que aconteceu no caminho até aqui. Às vezes existe um sofrimento específico. Às vezes há uma sensação de estar perdido, sobrecarregado ou de não conseguir dar conta das demandas da vida. Em outros momentos, existe apenas a percepção de que alguma coisa precisa ser mudada ou compreendida.
Você não precisa chegar pronto, no momento certo para falar. A psicoterapia pode ser um espaço para colocar em palavras aquilo que ainda não sabe, compreender sua história, olhar para suas relações e construir novas possibilidades.
O que você pode esperar daqui?
Um espaço de escuta, respeito e construção mútua, sem precisar se encaixar em um modelo de pessoa "ideal", sem transformar sua identidade em problema, sem reduzir sua história a um diagnóstico — e compreender suas dificuldades, desenvolvendo estratégias nas áreas de comunicação funcional, autonomia nas atividades diárias, organização e previsibilidade, habilidades sociais e relacionais e autorregulação.
O que não faço aqui
Para que você entenda o espaço terapêutico.
Não faço avaliação neuropsicológica. Se você precisa de laudo formal, posso orientar sobre a possibilidade de encaminhamento — meu trabalho é o processo clínico que vem antes, durante ou depois de qualquer avaliação.
A psicoterapia não é um processo de adequação da pessoa a um padrão considerado normal ou ideal para se adequar às expectativas sociais.
Um olhar que se constrói no encontro com a pessoa e seu contexto
Falo também a partir da minha própria vivência: sou neurodivergente e uma pessoa LGBTQIAPN+ — e é também disso que nasce a identificação com quem chega até aqui.
Sou graduada em Psicologia pelo Centro Universitário Barão de Mauá, com pós-graduação em História, Cultura e Sociedade — um percurso que dialoga diretamente com a perspectiva histórico-cultural que sustenta minha escuta. Também me especializei em Análise do Comportamento Aplicada ao Transtorno do Espectro Autista, e foi atuando como psicóloga educacional que tive meu primeiro contato direto com o Currículo Funcional Natural, referência que carrego até hoje. Também sou autora do capítulo "Violência social imposta à comunidade LGBTQIAPN+: um olhar sobre gênero e sexualidade", publicado pela Atena Editora — um tema que atravessa diretamente minha escuta clínica.
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Minha trajetória profissional começou em 2023, atuando diretamente com pessoas com deficiência — crianças, adolescentes e adultos. Foi nesse percurso que desenvolvi um olhar atento ao contexto em que cada pessoa está inserida: sua rotina, suas relações, os desafios e as expectativas que recaem sobre ela. O Currículo Funcional Natural foi uma referência importante nessa construção — me ensinou a observar a pessoa para além de comportamentos isolados, considerando o que acontece na vida cotidiana. Hoje, esse olhar atravessa minha prática clínica.
Cabe à psicologia olhar e se aproximar da realidade do outro e ser um lugar de acolhimento, para que a pessoa possa se ouvir, compreender sua história e construir novas possibilidades de relação consigo mesma e com o mundo.
O primeiro passo não precisa ser sobre ter todas as respostas
Se você chegou até aqui, talvez já esteja pensando em começar um processo de psicoterapia, então não precisa saber exatamente o que dizer, nem chegar com uma demanda já definida.
Na psicoterapia, vamos construindo esse caminho em conjunto. A partir do que você traz — suas questões, sentimentos, vivências, sua história — vamos compreender o que está acontecendo e pensar em possibilidades de cuidado.
Como funciona o atendimento
Para começar, você pode entrar em contato diretamente pelo WhatsApp. Nesse primeiro encontro, podemos conversar sobre o que fez você buscar a terapia, conhecer um pouco mais sobre como trabalho, tirar suas dúvidas e entender se esse processo faz sentido para você.
A psicoterapia é um espaço de escuta, acolhimento e reflexão, construído com respeito ao seu tempo e à sua singularidade.
Vamos juntas, juntos e juntes?
Psicoterapia para adolescentes e adultos · Online
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Última atualização: agosto de 2026.